Sobre Prof. Elisson de Andrade

Professor universitário e palestrante sobre Educação Financeira. Engenheiro Agrônomo (USP), Bacharel em Direito (UNIMEP), Mestre e Doutor em Economia Aplicada pela USP. Ganhador do prêmio BM&FBOVESPA de melhor dissertação/tese sobre derivativos (2004). Um eterno apaixonado em aprender e ensinar.

  • Vânia Junqueira

    Profº Elisson bom dia. Caso eu queira comprar o imóvel da minha mãe, onde moro por volta de 25 anos, _ e achava que ele seria meu, segundo o que toda família dizia, mas que não é verdade diante dos fatos _, o que tenho que fazer? Quanto deveria estar ganhando para financiar cerca de R$ 500.000,00 (Quinhentos mil reais)? a R$ 700.000,00 Como faria isto? Posso fazer no nome de meu filho que é jovem? Ou é melhor eu aceitar a venda do imóvel e ver se negocio uma porcentagem e vou morar em um quarto de aluguel e deixo esta parte em alguma poupança por um bom tempo para depois com calma viabilizar algo de melhor para mim e meu filho? São várias as questões na verdade. Mas diante dos fatos expostos o que me aconselha? Grata.

    • Olá Vânia
      Toda e qualquer decisão envolve uma enormidade de fatores. Para uma resposta mais refinada, seriam necessárias mais informações…
      É muito importante o aspecto financeiro, mas existem também questões emocionais envolvidas, que não são fáceis de lidar.
      Mas tentando ajudar a responder sua pergunta, EU , particularmente, acho uma bobagem vc financiar a casa. É um valor bem alto e vc vai ter que financiar isso durante anos e anos…
      Talvez seja melhor dinheiro no bolso e pagar aluguel… Não é 100% garantido ser a melhor decisão, mas acredito que a chance é grande.
      Por último, só não entendi a questão do imóvel da mãe. Se ela faleceu, certamente vc tem direito a parte do imóvel. Nem é questão de negociar, é questão de DIREITO.
      Abraço e pode continuar enrando em contato.
      Elisson

  • E a questão de bens… Antigamente acredito que nossos pais em épocas de collor e trocas monetárias preferiam ter bens a imoveis por garantia… Hoje isso parece esquecido e se ve jovens investidores apostando o bum de um dinheiro muito do virtual… mas até quando se vai essa garantia frágil do dinheiro investido também né? E a questão de bens… Antigamente acredito que nossos pais em épocas de collor e trocas monetárias preferiam ter bens a imoveis por garantia… Hoje isso parece esquecido e se ve jovens investidores apostando o bum de um dinheiro muito do virtual… mas até quando se vai essa gatantia frágil do dinheiro investido também né? Apesar que em crise a dívida vai só aumentar e o bem continuará a não ser seu, então perder dinheiro nao faz frente a perder dinheir e aumentar dívida… entao realmente acho sua exposição muito boa… me faz desistir de financiar qq coisa…

  • Thiago

    Muito bom o post e o blog como um todo. Apenas uma dúvida quanto ao vídeo: Os juros reais de uma aplicação são medidos descontando-se o valor da inflação. Ex: Aplicação rendeu 1% em determinado mês e a inflação foi de 0,3% no mesmo mês, portanto a taxa real desta aplicação neste mês foi de 0,7%. Minha dúvida é quanto aos juros reais do financiamento. Para calcular os juros reais de um financiamento devemos somar a inflação, ou diminuir a mesma da taxa de financiamento? Ex: Um financiamento tem taxa mensal de 1,5%. Nô mês em discussão, aproveitando o exemplo anterior, a inflação foi de 0,3%. Assim, a taxa real do financiamento neste mês será de 1,8% ou 1,2% ? Obrigado

    • Olá Thiago. Primeiramente, obrigado pelas palavras sobre o blog. Valeu pela visita.
      Quanto à taxa de juros real, ela é sempre obtida DESCONTANDO a inflação. Na verdade, a fórmula não é uma subtração, e sim uma multiplicação. Mas simplificadamente, seria o 1,2% do seu exemplo.
      Se quiser ver a fórmula certinha, digita no google sobre como calcular a taxa de juros real, a partir da taxa nominal e inflação. Abração.

      • Thiago

        Rapaz, não sabia disso… Encontrei no google a equação de Fisher, que seria a maneira correta de se encontrar os juros reais. Já li livros sobre finanças pessoais de autores famosos (Mauro Halfeld, Gustavo Cerbasi, etc) e todos eles tratavam essa fórmula como uma simples subtração. Talvez isso de deva ao fato dos livros terem função didática, pois pessoas sem formação na área, como eu, podem ter dificuldades com esta fórmula mais complexa. Mas como tenho facilidade no assunto, passarei a utilizar a mesma. Obrigado meu amigo.

        • Thiago

          A verdade Elisson é que, para taxas pequenas, a equação de Fisher ou a simples subtração vão produzir praticamente o mesmo resultado, pelo que pude observar. No meu exemplo o valor real, de acordo com a fórmula, seria de 1,1964% confere? Com taxas maiores a diferença será maior, mas valeu pelo aprendizado. Com certeza vou usar nas minhas simulações de investimento. Obrigado mais uma vez..

          • Perfeito Thiago, é isso mesmo. Para uma conta com taxas baixas, a subtração já é uma ótima aproximação. Parabéns pelo interesse e surgindo qualquer dúvida que eu puder ajudar, sinta-se à vontade em enviar sua pergunta. Abraço.

  • isaias

    Prof. Elisson de Andrade, gostaria de saber sua opinião a respeito da minha situação atual, o q vc considera interessante pra eu fazer no momento, acompanho suas postagens há algum tempo.
    Tenho 30 anos, estou terminando minha graduação em Odontologia no fim desse ano, e estava pensando em fazer um empréstimo para construir o meu local de trabalho, pois com o valor do aluguel por mim pago ao longo dos anos poderia estar pagando o meu financiamento e possuindo um bem ao longo dos anos, nota-se que hj não tenho dinheiro em mãos para investir e ter uma renda de investimentos que poderiam “repor” o valor do aluguel pago. Por exemplo na família, um familiar meu paga mensal o valor de R$ 1.400,00 / mês, será que com esse valor não seria melhor estar pagando um empréstimo e adquirindo um imóvel ao longo dos anos?? Grato pela ajuda!!!

  • José Vitor

    Olá professor! Muito interessante o seu ponto de vista. Acredito que a decisão entre comprar ou alugar, deve ser relacionada com o perfil da pessoa, suas necessidades e tendências do mercado. Por exemplo: resolvi comprar um imóvel em 2005 para passar uma temporada de alguns anos em uma determinada cidade. Dei uma entrada de 15000,00 e financiei 40000,00 (total 55000,00). Na época o aluguel deste imóvel custava 400,00 e hoje custa 700,00. Por outro lado a prestação do financiamento custava 498,00 e hoje 429,00. Mas se estivesse optado por aplicar 55.000,00 (dinheiro que não tinha) a juro de 1% ao mês teria hoje 125.613,61. Mas, teria pagado de aluguel 39.600,00 (saldo 86.000,00). Este imóvel está valendo, atualmente, 165.000,00. Paguei 40.547,40 de financiamento (saldo 124.452,60). Destarte acredito ter tomado uma decisão bastante divergente, com relação ao ponto de vista técnico de muitos especialistas em finanças. Porque levei em consideração minhas condições financeiras, necessidades e oportunidades do mercado imobiliário. E por fim eu acredito que alugar pode ser mais vantajoso que comprar, principalmente, se a pessoa possuir o capital para a compra do imóvel. Aplica-se o dinheiro e paga o aluguel.

    • Olá José Vitor. Parabéns pelo depoimento sensato e de grande valia para essa discussão. Realmente o mais importante é que a atitude seja tomada com consciência, a partir de nossas convicções (sem o danoso problema de interferências emocionais). Acho que essa é a principal lição que estamos tirando do artigo e subsequentes depoimentos. Abraços e aguardo suas próximas pertinentes contribuições.

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  • Fabio

    No meu caso, o saldo entre aluguel e prestação seria de pouco mais de 100 reais para investir, acredito que não seria um bom negocio alugar. Ate mais professor.