Sobre Prof. Elisson de Andrade

Professor universitário e palestrante sobre Educação Financeira. Engenheiro Agrônomo (USP), Bacharel em Direito (UNIMEP), Mestre e Doutor em Economia Aplicada pela USP. Ganhador do prêmio BM&FBOVESPA de melhor dissertação/tese sobre derivativos (2004). Um eterno apaixonado em aprender e ensinar.

  • Jeferson

    Muito boa a matéria, é bem por ai mesmo que as coisas acontecem !!

  • Roger

    Caro professor, a estória que conta guarda muita riqueza de ensinamentos, porém, a inegável questão: O quão racional são as decisões? Acredito plenamente que devemos analisar friamente números, tais como taxa de juros, custo de oportunidade, etc. Mas há outras forças que atuam em nós e que não devem ser ignoradas, o orgulho dos pares, os olhares da meninas, a admiração dos amigos, etc.. Talvez, para muitos de nós, não condicionados nas cadeiras frias dos cursos de finanças, este seja um preço que vale ser pago. E o que é a vida senão a satisfação destes desejos ocultos. Há alguém que deixe de comer e que não sinta fome. E se o rapaz da estória morresse sem ter comprado o carro? Se não pudesse fazer as viagens, mesmo ajudado por amigos? Vários “ses”, a vida é assim. Não esqueça que em finanças, como na vida, há sempre riscos embutidos.

    • Olá Roger, MUITO OBRIGADO por fomentar o debate, nesse comentário. Mas gostaria de discordar um pouco de você. Agir racionalmente, financeiramente falando, significa tentar deixar de lado fatores emocionais no PROCESSO de tomada de decisão. Isso não significa que não podemos considerar fatores emocionais como variáveis de decisão. Na verdade, isso é extremamente importante, pois nem tudo está ligado apenas a números: temos nossas vontades e desejos, fraquezas etc (que até tem gente que pensa ser factível quantificar). Exemplo: uma pessoa que sempre teve o sonho de comprar um carro luxuoso, guarda dinheiro e compra; mesmo isso podendo não ser a melhor decisão para suas finanças (em números), se a própria pessoa conscientemente comprou o veículo, assumiu as consequências dessa escolha e tal fato lhe proporcionou um prazer maior que a falta desse dinheiro no futuro, está tudo certo.
      Isso significa que a decisão de consumo é pessoal, mas deve ter critério. O que a Educação Financeira ajuda é na consciência dos hábitos de consumo, e não sobre COMO e ONDE gastar o próprio dinheiro.
      Outro ponto que discordo de você é no pressuposto de “e se eu morrer”, justificando o excessivo gasto presente em detrimento de um futuro incerto.
      Meu ponto de vista é o seguinte. A menos em casos de suicídio, a morte é uma variável que não se pode controlar, enquanto guardar ou não dinheiro é uma variável que depende quase que exclusivamente de cada um. Dessa forma, temos quatro possibilidades: 1) morrer cedo com dinheiro; 2) morrer cedo sem dinheiro; 3) morrer tarde com dinheiro; 4) morrer tarde sem dinheiro. Nas duas primeiras, tanto faz se gastou ou não o dinheiro, o grande problema está em “morrer cedo”. Julgo as duas situações indiferentes para o morto.
      Nas situações 3 e 4, ou seja, dada a sorte de viver muito, acredito piamente que a pior situação é viver muitos anos e sem dinheiro. E que a melhor seja viver muitos anos e com dinheiro.
      Já vi muitas opiniões de “poetas” financeiros que justificam a gastança enquanto novos como “me arrependo do que não fiz, nunca do que fiz”, usando o argumento que é na juventude que se deve fazer os gastos, dado que depois de senil não adianta ter tanto dinheiro. Mas esse é um ponto de vista míope sobre o que a Educação Financeira prega.
      Ter as finanças pessoais em dia é uma ARTE, em que se conjuga o bem estar presente com um planejamento para os tempos futuros. Isso exige momentos de muita reflexão sobre o que vale ou não a pena na vida. Será que realmente a compra de um carro me completa enquanto pessoa? Será que (como você disse) “orgulho dos pares, olhares das meninas, admiração dos amigos” tem a ver com o quanto de bens e serviços se pode comprar? (se disser que para algumas meninas isso funciona, responderia que então esse tipo de mulher não me serviria). Eu, sinceramente, acredito que meus hábitos de consumo não deveriam influenciar mais a opinião das pessoas do que quem eu realmente sou. Veja que pensar em finanças pessoais fez com que eu me conhecesse melhor e possa analisar constantemente quais são minhas prioridades.
      Espero ter colaborado com o tema e sinta-se à vontade em discordar.
      Abração Jorge e obrigado por me dar a oportunidade de complementar o artigo.
      Prof. Elisson

  • Luis Fernando de Oliveira

    Bom dia Profº Elisson.
    Adorei o texto, comigo esta acontecendo a mesma coisa.
    Depois que eles descobriram o salário da onde trabalho, eles ja me “compraram” ;

    – 1 carro
    – 1 moto
    – 1 guarda roupa novo
    – 1 celular novo
    – 1 computador novo
    etc… hahaha

    Daí se você não compra esses bens que eles dizem ser o “básico”, você é taxado de mão de vaca. E as desculpas que eu mais ouço são; “Porque TODO MUNDO FAZ ISSO”, “sem financiar, não tem como” ou “olha lá o vizinho, já comprou seu carrinho e você ainda não”.
    Abraços

    Luis Fernando

    • Olá Luis, valeu pelo comentário. Não gosto de dar pitaco onde as pessoas devem gastar o dinheiro, mas gosto de cutucar a ferida para que as pessoas reflitam sobre seus hábitos de consumo. Abração.

  • Prof. Elisson,
    Eu adoro textos com estórias que na verdade são histórias.
    Vejo estes eventos acontecerem todos os anos com meus alunos. É impressionante como assim somos mal educados financeiramente.
    Belo texto, grande abraço.

    • Jônatas. Eu que ADORO quando alguém comenta meus textos, ainda mais quando é um fera no assunto de $$$$$$$$. Abração mestre.

  • fernando J.P

    MUITO BOM ARTIGO PROF . ELISSOM . ACREDITO QUE SEM PLANEJAMENTO NAO CHEGA A LUGAR NENHUM . PESSOAL HJ EM DIA QUER DINHEIRO DE IMEDIATO . E NAO SE LIGA NOS JUROS . A SOCIEDADE É CONSUMISTA , PQ NAO SABE DIA DE AMANHA . MUITO INTERESSANTE E EDUCATIVO SUAS PALESTRAS , ACHO QUE AS ESCOLAS DEVERIAM , JA ENSINAR DESDE CEDO O PODER DOS JUROS . E ACREDITO QUE TENDO PLANEJAMENTO SEJA EM CADERNO DE RASCUNHOS OU PLANILHAS OU PAPEL DE PAO , MAS SABENDO ONDE VEM E PRA ONDE VAI O FLUXO DO DINHEIRO E SABER INTERPRETAR ISSO DE UMA MANEIRA GRAFICA , AJUDARIA MUITO AS PESSOAS A SE TORNAR MAIS PROSPERA EM FINANCIAS . . ABRACO

    • Olá Fernando. Em vista de nossa atual situação educacional, a saída é nos educarmos financeiramente e ensinar todos esses conceitos EM CASA. Abração e aguardo mais comentários.

  • Ítalo Nogueira

    Infelizmente estórias como essas são bastante comuns. Jovens alucinados, com um ímpeto consumista que o deixam individados.

    Conheci seu blog através do Dinheirama, já assinei seu feed e vou acompanhar suas postagens. Excelente trabalho, continue com seus louváveis ensinamentos sobre educação financeira.

    Abraços.

    • Poxa Ítalo, muito obrigado pelo elogio. O Dinheirama é nosso norte e eu estou tentando colaborar por aqui.
      Abração e conto com novos comentários.

  • Olá professor, parabéns pelo post. Você conseguiu mostrar de forma clara e objetiva a importância da educação financeira na vida pessoas.

    Um grande abraço e sucesso.

  • No meio do ano passado eu e minha noiva estávamos com 2 carros: Celta completo 2010 e Gol (sem direção) 2007.
    Qdo fomos morar juntos logo percebemos que não havia necessidade de termos 2 carros, então resolvemos vender o dela.
    Assim que contei pra minha mãe ela sugeriu que eu aproveitasse pra vender o Celta também e, com o dinheiro dos dois, comprar um melhor.
    Eu falei que não havia motivo pra fazer isso, pois o Celta atendida bem ao nosso dia-a-dia. Pra que iríamos fazer mais despesas? “Ah, mas agora que vocês tão ganhando melhor tem que aproveitar, comprar umas coisas melhores pra vc”. Até concordo com ela, mas o Celtinha tá indo muito bem, obrigado. Não tenho tara por carros.

    Ainda bem que em 2008 comecei a me interessar por Ações e, quando vc vai lendo sobre o assunto acaba aprendendo sobre educação financeira.

    Ah! O dinheiro do carro investi em algumas ações que já estão dando retornos acima de 30%.

    Grande abraço!

    • Olá “dimarcinho”. Primeiramente, obrigado pelo comentário. A vida é feita de escolhas e você preferiu enriquecer. Eu acho bacana, mas não é todo mundo que pensa assim.
      Fico no aguardo de mais comentários e sugestões de artigo. Abração.

  • Extremamente simples e útil esse texto.

    A meu ver, o problema não consiste em comprar o carro em si, ou realizar o sonho, mas em assumir compromissos futuros que não poderão ser honrados. O que diferencia o bom do mau “gestor de recursos pessoais” não é o que a pessoa compra, tampouco o salário dele em si, mas o planejamento destinado a essas realizações, o famoso “não dar um passo maior do que a perna”.

  • História fantástica e real.

    Fico feliz em saber que tenho 20 anos e consegui me livrar dessa história toda. Estou tentando, cada vez mais, melhorar e me educar financeiramente.

    Ótimo Blog

    Abraços!
    Ganhando Muito

    • Olá Ganhando Muito. Que bom que gostou!!!! Conto com seus comentários em mais artigos. Abração.