Sobre Prof. Elisson de Andrade

Professor universitário e palestrante sobre Educação Financeira. Engenheiro Agrônomo (USP), Bacharel em Direito (UNIMEP), Mestre e Doutor em Economia Aplicada pela USP. Ganhador do prêmio BM&FBOVESPA de melhor dissertação/tese sobre derivativos (2004). Um eterno apaixonado em aprender e ensinar.

  • Sábias palavras professor. O depoimento de sua amiga me lembrou um trecho do livro que estou lendo. Ao invés de sua amiga consumir toda a renda que sobrou no final do mês, ela poderia alocar uma parte em investimentos. Agindo dessa forma, ela nunca vai alcançar a independência financeira, pois esta começa com o ato de poupar para em seguida investir.
    O livro que estou lendo diz que muitas pessoas deixam de atingir os seus sonhos, justamente por essa cultura consumista, em que gastam toda a sua renda, e não investem absolutamente nada para formar um patrimônio que pode proporcionar uma aposentadoria confortável mais a frente ou até mesmo parar de trabalhar, caso seja esse o desejo da pessoa.
    Imagine convencer essa sua amiga, da necessidade de não gastar todo esse dinheiro que sobra no final do mês em roupas e ao invés disso passar a guarda-lo. Certamente, ela não concordará, a menos que deixe claro os benefícios dessa atitude, mostre um comparativo entre pessoas que ganham o mesmo salário, sendo que uma delas possui um patrimônio líquida 15x maior que o da outra, como será possível?!

    Abraços
    @laksantana

    • Olá Laksantana
      Muito obrigado pelo comentário. O artigo tem o objetivo que cada um possa refletir sobre seus hábitos de consumo e, a partir daí, traçar uma estratégia que melhor lhe convém.. Abração e aguardo próximos comentários.

  • O hábito de consumir é muito forte na maioria das pessoas e o comércio tem conseguido com maestria induzir as pessoas a isso.
    Conheço muitas pessoas que aliviam suas frustações ou gastando ou comendo: ambos errados. Tenho uma tia que tem mais de uma centena de sapatos, isto porque quando ela está triste vai ao shopping e compra sapatos, isto lhe dá prazer. Uma pena. Particularmente fico feliz quando consigo atingir objetivos financeiros.
    Abraço professor.

    • É isso aí meu caro Jônatas. Os exemplos estão aos montes e cabe a cada um de nós saber em qual padrão nos encaixamos. O bacana é refletir e discutir sobre o assunto. Abração e obrigado pelo comentário.

  • Anna Carolina

    Olá! A nossa sociedade anda muito consumista! Até as crianças tem o verbo comprar bem definido em suas mentes. Precisamos ser pois ser é algo mais q existir!! Abçs.

  • Excelente artigo professor. Quando eu quero comprar algo bacana, eu não costumo comprar por impulso.

    Faço o seguinte. Eu coloco uma nota adesiva no meu PC (Notinhas adesivas do Windows) com o nome do protudo que quero comprar, pra mim lembrar desse objeto. Aí a noite eu pego e vou dar uma pesquisada sobre o produtor pela internet. Depois de achar um bom preço eu pego e checo para ver se há condições para adquirir tal produto.

    Criei também o hábito de fazer as três perguntinhas, antes de comprar qualquer coisa.

    1 – Eu preciso desse objeto?
    2 – Eu tenho dinheiro?
    3 – Tem que ser agora?

    Depois de respondê-las eu sei se preciso ou não.

    Parece complicado, mas se você cria uma rotina na sua vida, essas coisas se tornam fáceis de se fazer.

    Espero ter contribuido.

    Abraços….

    • É isso aí Thiago. Acho esse tipo de compartilhamento de experiências muito importante. Mesmo cada um tendo suas características pessoais, muitas vezes aprendemos com os outros. Abração e obrigado pela visita.

  • LUIZ PAULO GUIMARÃES

    Pessoas como sua amiga não têm , na verdade, prazer com o que compram.
    O prazer resume-se em satisfazer o ato compulsivo de comprar e o efeito do prazer em geral termina com a assinatura do cheque ou com o ato de digitar a senha do cartão de débito/crédito.
    Feito isto, estarão prontas para serem seduzidas por uma nova armadilha de consumo.

    LUIZ PAULO – PALESTRAS SOBRE EDUCAÇÃO FINANCEIRA (lamgcris@gmail.com)

  • Ítalo Nogueira

    Excelente Post. É sempre importante debater sobre o que queremos agora e confrontar com o que queremos para o futuro. O instinto consumista, cada vez mais mais predatório, que nós adotamos é um grande impecilho para investimentos concistentes para o longo prazo.

  • Messias

    Dificilmente exista algum produto ou serviço de que necessitamos que ainda não foi inventado. Ao contrário, estamos atolados de bugingangas desprezíveis e descartáveis, compradas por muitos de nós apenas por causa da “magia do consumo” ou pelo fetiche da mercadoria. A produção capitalista chegou num estágio em que sua principal tarefa é plantar desejos, criar hábitos, fomentar estilos de vida… E parece q os marqueteiros tem ido muito bem nessa tarefa, pois, infelizmente, quase não vemos em parte alguma qualquer movimento ou protesto contra o consumismo desenfreado, seja em prol do bolso ou da salvaguarda da natureza. Não acho q devemos diminuir o consumo apenas por que nos impede de investir, mas, sobretudo, por que este modelo de consumo é extremamente destrutivo, nos escraviza, retira de nós o lugar de seres humanos livres e autodirecionados.

  • Yuri

    Isso sem contar que você ainda consegue poupar se for viajar e fazer compras no exterior. Hoje em dia Brasil virou lugar para gente rica.

    Na Europa, por exemplo, uma camisa da Lacoste custa 25€, uma boa camisa social 19€, perfumes não passam dos 40€ ….e por aí vai.

    Se uma pessoa que passa a vida gastando aqui no Brasil, juntasse esse dinheiro, ao final de 1 ano talvez fosse capaz de conseguir fazer uma viagem para Europa/USA, comprar as mesmas coisas que iria comprar aqui e ainda correria o “risco” de ainda ter algum dinheiro no bolso.

    As vezes me pergunto: Até quando o Brasileiro se irá dar ao luxo de pagar por um produto 3x mais caro do que lá fora?

  • O artigo ilustra como a Educação Financeira é um processo que envolve mais que as habilidades intelectuais e o conhecimento financeiro. O auto conhecimento deve ser o primeiro passo ao traçarmos nossos objetivos financeiros. Será mais fácil resistir aos impulsos que nos fazem fugir de nosso planejamento financeiro se compreendermos a diferença entre necessidade e desejo e entre o Ser e o Ter.

    • É isso mesmo Doc. Obrigado pela visita e espero contar com mais colaborações sua.
      Abração.