Sobre Prof. Elisson de Andrade

Professor universitário e palestrante sobre Educação Financeira. Engenheiro Agrônomo (USP), Bacharel em Direito (UNIMEP), Mestre e Doutor em Economia Aplicada pela USP. Ganhador do prêmio BM&FBOVESPA de melhor dissertação/tese sobre derivativos (2004). Um eterno apaixonado em aprender e ensinar.

  • Bem observado, Doutor Elisson! (^^)

    Desde muito tempo essas notícias vem sendo veiculadas pela mídia e, particularmente, sou muito “mineiro” (literalmente): desconfiado e cheio das precauções. Sou muito resistente em ir com a massa, especialmente quando se trata de consumo e crédito. Ficar endividado, dependendo da dívida obviamente, pode ser uma forma de melhorar aos poucos o seu padrão de vida. Porém, infelizmente, a maioria das pessoas não sabe ‘como’ se endividar: muitos, muitos mesmo, perdem o controle. Usam o crédito como antecipação dos desejos e não como estratégia de crescimento.

    E nós educadores financeiros teremos muito trabalho, durante muitos anos: estimular a mudança cultural/comportamental relacionada à mentalidade de crédito, procurando direcionar para uma mentalidade poupadora.

    Vamos que vamos!

    Abraço.

    • Opa Phillip. Concordo: muito trabalho pela frente!!! Abração e obrigado por mais um comentário.

  • Grande DOUTOR Elisson,
    Infelizmente nossos governantes optam pelo crescimento rápido e não sustentável. Um crescimento pautado no consumo não é salutar.
    Educação formal e financeira é a estrutura para um verdadeiro crescimento.

    Parabéns meu amigo pelo recente título conquistado.

    Abraço!

    • Obrigado Jônatas. Felizmente deu tudo certo. Ahhh, uma notícia bacana para você. Seu artigo sobre métodos de educação financeira entrou como recomendação de minha Newsletter desse mês. Abração.

  • Nossa política econômica vem oscilando em função das crises internacionais iniciadas em 2008. Em 2009/2010 medidas de expansão do crédito foram adotadas com êxito pelo Governo com o propósito de aumentar o consumo interno e promover o aquecimento da economia.
    Apesar do êxito alcançado, infelizmente dois fatos negativos ocorreram:
    a)a nossa população de maneira geral não estava preparada para lidar com o crédito e o Governo, apesar de algumas tentativas formais, na prática não disseminou como devia as noções de educação financeira para os novos tomadores de crédito;
    b)o crédito farto fez com que as instituições financeiras, aproveitando um dos maiores spreads bancários do mundo e no intuito de aumentar a base de clientes, fossem menos rigorosas na análise de crédito; assim, foram liberados limites de cheques especiais e de cartões de crédito muito superiores à capacidade de pagamento dos novos incluídos no sistema financeiro.
    O resultado nós conhecemos- o aumento significativo do índice de inadimplência – o que justifica o fato de idênticas medidas expansionistas de crédito, ora adotadas pelo Governo, não estarem apresentando o mesmo êxito.
    Sabemos, também, que o aumento do crédito e do consumo, sem o aumento da produção, é uma porta aberta para a inflação. O aumento da produção depende de investimento público e privado. Como a arrecadação do Governo ficou aquém da esperada, fácil concluir que o investimento público também ficou aquém do necessário.
    Ainda em tempo – esperamos – o Governo vem adotando medidas para desonerar o custo da produção, incentivando assim o investimento privado, e anunciando reformas estruturais em setores fundamentais (rodovias,ferrovias, portos e aeroportos), com a participação da iniciativa privada.
    As oscilações da política econômica permitem-nos afirmar que medidas hoje adotadas para incentivar a expansão do crédito voltarão a ser aplicadas em algum momento futuro.
    Por esse motivo, é de suma importância que o Governo adote medidas efetivas para expandir a divulgação dos conceitos de educação financeira para a população em geral, inclusive apressando sua inclusão na grade curricular do ensino médio. Assim, no futuro, ao ocorrer o ingresso de novos brasileiros no sistema financeiro, com o consequente acesso às diversas formas de crédito oferecidas pelo mercado, será evitado o surgimento de novos insolventes, situação com que agora nos deparamos.

    • Opa Luiz, esse é OUTRO artigo. Bem fundamentado e elaborado. Obrigado pela valiosa contribuição. Abç.