Sobre Prof. Elisson de Andrade

Professor universitário e palestrante sobre Educação Financeira. Engenheiro Agrônomo (USP), Bacharel em Direito (UNIMEP), Mestre e Doutor em Economia Aplicada pela USP. Ganhador do prêmio BM&FBOVESPA de melhor dissertação/tese sobre derivativos (2004). Um eterno apaixonado em aprender e ensinar.

  • Que situação delicada, não? Mas, como bem colocou Elisson: “essa é a vida e, talvez, a maior graça dela”. Viver, respirar já implica em riscos. Porém, penso que o leitor deveria se dar um prazo: “até tal mês eu continuo procurando um outro imóvel; caso não encontre, decido por tal ação.” Provavelmente isso pode proporcionar mais tempo para ponderar as decisões e, também, fazer com que o lado emocional alivie um pouco. E, como o futuro é incerto, pode ser que o casal dê a sorte de encontrar um imóvel interessante sem comprometer os investimentos em formação. Porém, de qualquer forma, a decisão é deles. E que seja a melhor decisão :D

    Abraço.

    • P-E-R-F-E-I-T-O Phillip. Ponderação nas decisões não significa medo nem omissão. É só questão de tentar buscar a melhor alternativa e estar preparado para possíveis problemas (ou oportunidades). Abração e valeu por mais um comentário.

  • Na minha percepção é uma decisão difícil a ser tomada, mas não devemos encarar o imóvel onde moramos como investimento, da mesma forma que não podemos encarar um carro como investimento. Justamente pelo fato do imóvel próprio não te retornar absolutamente nada financeiramente, o que adianta uma valorização do imóvel enquanto se mora nele, sendo que o morador não vai desfrutar dessa valorização justamente por não ter o objetivo de vender e cada vez mais dinheiro sairá do bolso para pagar conta de luz, condomínio, IPTU e outros encargos próprios do imóvel em que moramos.
    Da mesma forma um carro, em que o bem já perde 30% de valor quando é comprado zero assim que sai da loja e possui vários encargos que maltrata a sua renda, como combustível, seguro, IPVA, revisão, batida, multas, lavagem, entre outros.
    Dessa forma, apesar de ser uma decisão financeira, comprar ou não um carro, ou compra ou não um imóvel, devemos considerar até que ponto temos condições de se endividar e refletir se vale a pena.
    Um apartamento perto do trabalho e com uma bela vista para a praia é muito mais do que $$, proporciona prazer, segurança, bem estar, dentre outras coisas que o dinheiro não compra, da mesma forma que um carro mais luxuoso ou uma moto super potente pode representar um prazer muito grande pra determinada pessoa. Não vejo problema nisso desde que você não se arruine financeiramente e tenha condições.
    Imagine uma pessoa classe C mantendo um vectra GT, não tem condições, o gasto com seguro, financiamento, vai representar uma baita dor de cabeça para a pessoa e o prazer do carro vai embora na mesma hora.

    Sou da filosofia de que devemos fazer aquilo que PODEMOS!

    Abs

    • Bela análise complementar ao texto Lucas. Há diversas maneiras de encarar as tomadas de decisão. O interessante é que ela leve em conta os riscos do processo e também as questões pessoais. Abração e obrigado pela visita.

  • Glendon

    Tenho aprendido algumas coisas em relação a este tema:
    1- o equilíbrio é uma das principais virtudes que o ser humano pode alcançar. Portanto, a busca por melhores escolhas, passa pela avaliação de um equilíbrio entre os aspectos analisados.
    2- durante a tomada de decisão, independentemente do caminho que se tome, sempre haverá pontos positivos e negativos.
    3- deve ser estabelecido um tempo para analise das decisões a serem tomadas. Isso em função da possibilidade de não se enfrentar (fuga) os aspectos negativos de uma escolha. Caso aconteça isso, corremos o risco de não sairmos do lugar.

    Um abraço a todos
    glendon

    • Olá Glendon. Ponto de vista interessantíssimo e, realmente, esses 3 tópicos são realmente importantes. Obrigado pela contribuição e até o próximo comentário.