Sobre Prof. Elisson de Andrade

Professor universitário e palestrante sobre Educação Financeira. Engenheiro Agrônomo (USP), Bacharel em Direito (UNIMEP), Mestre e Doutor em Economia Aplicada pela USP. Ganhador do prêmio BM&FBOVESPA de melhor dissertação/tese sobre derivativos (2004). Um eterno apaixonado em aprender e ensinar.

  • Fernando Celso

    Muito bom! Vou repassar!

    • Muito obrigado @fernandocelso:disqus . Então valeu a pena o esforço. Abração.

  • Matsusa Borges

    Eu achava que os juros eram o único vilão…
    Mas além dos juros você ainda ter as parcelas aumentadas… É por isso que muita gente reclama que passa aperto para pagar esses tipos de financiamento.
    Obrigado por partilhar esse excelente conhecimento. Provável que ele pesará na decisão de alguém que almeja financiar algum imóvel!

    • Olá @matsusaborges:disqus. O objetivo é esse mesmo. Alertar e informar para que as decisões sejam conscientes. Abraços.

  • Gabriel Pereira da silva

    No meu caso a melhor alternativa foi vender o imóvel. Como comprei na planta, aproveitei a valorização, subtrai todo o valor investido no imóvel + as parcelas pagas no financiamento e ainda sobrou cerca de 10 mil! Adequei meu padrão de vida e hoje vivo sem stress financeiro! Investir em educação financeira foi fundamental na minha vida!
    Excelente artigo!!

    • É isso aí @disqus_3aaqWoYW58:disqus . Não existe fórmula ÚNICA. Existe a melhor opção para si. Forte abraço.

  • Patricia Sales

    Eu cai nessa armadilha, já pago faz seis anos e o saldo devedor inicial de 128 mil está em 126 mil, pago cerca de 1400 por mês, seis anos, nem faça as contas, elas não vão bater. O meu saldo devedor é atualizado anualmente, bem como as parcelas, que pela tabela que recebi hoje estariam por volta de 900 e pouco, mas a mais baixa que eu paguei foi 1316, na maior parte do tempo a parcela fica em 1360.
    Não me arrependo porque eu realmente não teria como ter comprado de outra forma, mas é bem decepcionante ao longo do tempo ver que o sonho da casa própria tornou-se o pesadelo da casa própria.

    • É isso que prego @disqus_HbfqCX29SN:disqus . Não é a questão de ser um bom ou mau negócio que está em jogo. É não ser informado, de antemão, como o negócio funciona DE VERDADE… Obrigado pelo comentário.

  • Anderson Soares Pereira

    Na década de 90 acompanhei o drama de muitos de nossos professores na ESALQ que haviam financiado imóveis com saldo devedor corrigido pela tabela price. Muitos tiveram que parar de pagar e enfrentar as desagradáveis consequencias.
    Vimos nos últimos anos a facilidade e aumento do crédito imobiliário, todavia o mercado expeculou subindo preços levando os imóveis a preços absurdos e fora da realidade financeira da maioria da população, com o agravante de financiamentos absurdos, conforme mencionou no artigo.
    Eu financiei um imóvel em 2007 na CEF, com tabela SAC e juros fixos, sem correção pela TR. Era uma modalidade que poucos aderiram, mas não me arrependo, pagava uma prestação um pouco mais cara do que a modalidade com correção pela TR, mas tive a segurança de não ser surpreendido com correções absurdas. Em 2009 fiz abatimento do saldo devedor com FGTS e em 2012 quitei o financiamento com FGTS.
    Em 2007 os preços dos imóveis ainda estavam racionais, o que possiblitou em conseguir quitar o financiamento com o FGTS 5 anos depois.
    Se fosse tentar comprar e financiar o mesmo imóvel nos preços de hoje seria quase impossível, pois a prestação absorveria parcela significativa da renda.

    • Bela história, que contribui muito para nossa discussão @andersonsoarespereira:disqus . Muito obrigado e espero outros comentários, em outros artigos. Forte abraço.

  • Moises Freitas

    Professor vi q o maior problema é o TR, estou vendo um imóvel na planta de 200 mil, com o corrigido pelo INCC, seria um mal negócio?

    • Difícil em falar em mal ou bom negócio. Apenas que as correções pelo INCC são MAIORES que as correções pela TR. Abraços.

  • Joel Alves

    Olá,

    Pelo que percebo financiar utilizando a tabela SAC é a melhor opção, correto professor?

    Muito bom seu Blog.

    Abraço.

    • Os MESMOS reajustes ocorrem na tabela SAC. Se ela tem a vantagem de diminuir o valor das parcelas, ao longo do tempo (fazendo que os efeitos do reajustes sejam menos percebidos), por outro lado exige parcelas iniciais bem maiores que na tabela price. Abraços @disqus_tIM03RtyRI:disqus

  • Luiz Francisco Fecci Rosa

    Olá, professor Elisson,
    financiei um imóvel pela Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, cujos encargos são: Taxa equivalente aos juros atuariais efetivos previstos no regulamento do Plano de Benefícios (INPC), aplicada mensalmente sobre o saldo devedor; Fundo de Liquidez de 0,24% a.a.; Fundo de Quitação por Morte de 0,25% a.a. (até 59 anos) e 1,80% a.a. (a partir de 60 anos) e taxa de administração de R$ 19,00 por mês. Financiei 40% do imóvel em 319 meses, para que a parcela ficasse em torno de R$ 900,00 inicialmente. Você poderia analisar se foi um bom negócio? Muito obrigado pela atenção que você dedica aos seus leitores.

    • Muito difícil julgar se uma decisão dessa é boa ou ruim. Só para dar um exemplo, seria interessante verificar o potencial de valorização desse imóvel no futuro…

      • Luiz Francisco Fecci Rosa

        Bem, é um imóvel situado num bairro turístico, numa grande cidade do litoral paulista, comprado por valor um pouco abaixo do mercado. Esse imóvel também é passível de locação.

  • José Erasmo Silva

    Excelente artigo Prof Elisson. Na minha opinião, dependendo de alguns fatores, acredito vale a pena morar de aluguel por um período, poupar e pagar o máximo possível à vista minimizando o valor financiado. Claro, não podemos generalizar, como eu disse depende de alguns fatores de devem ser analisados cuidadosamente antes de assumir tal compromisso por um período tão longo. Obrigado pelo artigo. Abraços.

  • Anderson Soares Pereira

    Conversas de corretor de imóveis:
    “aluguel é dinheiro jogado fora… pague um financiamento que o imóvel será seu…”
    Hoje é muito relativo… pode-se gastar MUUITO mais com taxas, seguros e juros mensais de financiamento do que alugando-se o mesmo tipo de imóvel.
    Tudo depende de uma análise financeira

    • Isso é a mais pura verdade @andersonsoarespereira:disqus . Abração e obrigado pelo comentário.

  • Thomas Dittmann

    Um imóvel adquirido na planta por crédito associativo da caixa, com taxa anual de 7% ao ano, tabela price, pode ocorrer algo parecido com a história desse casal?

    • Thomas Dittmann

      *O prazo de financiamento é de 30 anos e valor financiado é de 112 mil.

  • Thaíres Barbieri

    Prof boa noite , estou em uma duvida e preciso muito de sua ajuda. Estou financiando um apartamento no valor 199.770,00 darei como sinal todo meu FGTS e de meu esposo totalizando R$ 93.000,00, o saldo iremos financiar em 120 meses . Minha duvida é … tenho 30.000,00 guardado na poupança o Sr aconselha tambem dar esse valor como sinal para o saldo financiado ser menor ? Iremos financiar através da tabela SAC , Por favor professor me de um retorno , pois ja estamos na reta final e estou muito indecisa. Muito obrigada. Grande abraço.

    • São duas questões envolvidas, @tharesbarbieri:disqus. Em termos de juros, quanto mais dinheiro você utilizar agora, menos juros paga. Todavia, pode ser que esses 30 mil sejam necessários para dar uma segurança de curto prazo (conserto de um carro, compra de um móvel etc…). Aí, é vc ver qual é a melhor situação para você. Abraços.

  • Junior

    Muito bom o artigo! Mas tenho uma dúvida: tanto no sistema SAC quanto no PRICE é possível fazer pagamentos periódicos diretamente no saldo devedor, com uma taxa de amortização quase integral, correto? Isso pode diminuir o tempo total do financiamento e o valor da parcela, que será recalculada.

    Seria uma boa saída para pagar menos juros e ter o valor da parcela corrigido em um percentual menor (não sei se esse é o termo técnico correto). Assim, o ideal para “consertar” o financiamento pode ser criar um fundo paralelo e fazer pagamentos anuais diretamente no saldo devedor. Esse raciocínio está correto?

    • Com certeza, @disqus_WCswjrF3V5:disqus. Corretíssimo… O difícil, na prática, é sobrar dinheiro para tal…

      • Junior

        Obrigado pela resposta! Apenas uma observação adicional: o tempo estimado em que a taxa de amortização das parcelas começa a ser maior é proporcional e recalculável no sistema PRICE? Deixe-me tentar explicar. Supondo que, em um financiamento de 10 anos, a taxa de amortização só passe a ser proporcionalmente maior do que a de juros no sétimo ano. Caso eu consiga fazer pagamentos esporádicos diretamente no saldo devedor e diminua, dois anos (deixando o total em oito), essa diferença do percentual da amortização passaria a valer antes, digamos, lá pelo quarto ano?

        Pergunto isso pois se, você consegue antecipar um financiamento pagando direto no saldo devedor, mas se essa conta entre amortização e juros não se equilibra antes, você terá pago parcelas apenas relacionadas à encargo (em sua maioria) quando o financiamento acabar.

        Peço desculpas se não consegui formular muito bem a minha pergunta.

        • Realmente não entendi direito a pergunta, mas vou dar uma possível resposta aqui.

          Quando você paga “direto no saldo devedor”, esse valor é como se estivesse antecipando as últimas parcelas (pagando parcelas futuras) na data de HOJE e SEM JUROS. Se eu dou um valor de R$5.000,00 a mais HOJE, matematicamente, TANTO FAZ eu descontar esse valor do saldo devedor ou pegar o valor das últimas parcelas (descontando os juros do período) e trazer para valor presente descontando os juros (o que também, em termos lógicos, diminuiria o saldo devedor).

          Pensando de qualquer uma das duas formas, isso favoreceria a questão que você colocou, de “equilibrar” o que se paga de juros e o que é amortizado. O tal equilíbrio viria antes.

  • Juliana Horas

    Fiz a mesma coisa que o casal, e também por desinformação. :(
    Paguei ate agora 5 parcelas, que foram o mesmo valor. Porém entendi que futuramente as parcelas sofrerão correção. E ainda ficarei a “mercê” da economia, podendo ate ficar com um valor de parcela inviável para meu orçamento. Nesse contexto, o que posso fazer para reverter a situação? Existe algo, fora quitar as últimas parcelas? Obrigada!

    • Olá @julianahoras:disqus. Todo financiamento imobiliário é assim. Por longo prazo, é preciso haver correções e os juros serão sempre maiores no início. O que se pode fazer, realmente, é guardar dinheiro ao longo do tempo e ir amortizando a dívida. Não há muita solução, caso queira continuar com o imóvel. Forte abraço.