AULA 3

 

Introdução

 

Em nossas aulas anteriores, falamos sobre a importância do fluxo de caixa e como elaborá-lo. Nesta segunda etapa, vamos dar um salto no tempo e supor que depois de um mês de muita DISCIPLINA, TODAS as receitas e despesas foram anotadas, e sua planilha  já está devidamente preenchida.

Já ouvi relatos de muitas pessoas que anotaram todas suas receitas e despesas, mas depois se perderam com o emaranhado de números que tinham em mãos. Isso aconteceu porque esses indivíduos não possuíam um método que lhes permitissem trabalhar com o fluxo de caixa.

Você se recorda que eu já havia lhe proposto que pesquisasse no Google a quantidade de planilhas de orçamento doméstico existente? Agora proponho um novo desafio: procure na internet sites que ensinam COMO UTILIZAR um fluxo de caixa e vejam se os encontra na mesma quantidade da pesquisa anterior. Certamente não.

E mais, muitas das planilhas disponíveis que vêm com manual de instrução ensinam a preenchê-las, mas não como utilizar dessas informações para resolver o seu problema. Isso acontece porque explicar o uso do fluxo de caixa não é uma questão trivial.

 

Elaborar uma bonita planilha exige um bom conhecimento de Excel. Explicar como usá-la requer conhecimentos um pouco mais profundos em administração financeira.

 

 

Metodologia para cortes nas despesas

 

Nesta aula irei propor uma metodologia para cortes dos gastos, simples e prática. Segundo Martins (2004)[1] tal assunto é de extrema relevância pois a tarefa de gerenciar gastos deve possuir algum método, não podendo ser feita de qualquer forma. Veja a seguir classificação proposta por Martins (2004):

 

Despesas obrigatórias fixas: são aquelas que não se pode eliminar nem reduzir.

 

Despesas obrigatórias e variáveis: são aquelas que não se pode eliminar, mas pode reduzir.

 

Despesas não obrigatórias fixas: são aquelas que se pode eliminar, mas não reduzir.

 

Despesas não obrigatórias variáveis: são aquelas que se pode eliminar e também reduzir.

 

O intuito do autor é propor uma metodologia que permita a classificação das despesas de modo a facilitar as tomadas de decisão quanto aos cortes. Nesse caso, as despesas não obrigatórias deveriam ser as primeiras a serem atacadas: eliminando as fixas e reduzindo ou eliminando as variáveis. É nessa classe de produtos e serviços que estão a maioria das dívidas e excessos que as pessoas cometem. Muito do consumismo e compras por impulso estão em itens que não são obrigatórios. Para eliminar quaisquer dúvidas, escrevi um artigo para esclarecer de maneira mais detalhada esse ponto.

Leia o texto Classifique suas Despesas antes de prosseguir.

 

Na próxima aula (em vídeo) irei ensinar como interpretar os valores do fluxo de caixa e propor uma metodologia de cortes de despesas.

Boa sorte em suas finanças e vida pessoal.

 

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[1] MARTINS, J. P.  Educação financeira ao alcance de todos.  São Paulo: Editora Fundamento Educacional, 2004.